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  • Já pensou no Seis Sigma para aumentar a competitividade da sua organização?

    27 agosto 2018

    Que o ambiente de negócios atual é cada vez mais competitivo e dinâmico, estamos cansados de saber, porém vemos que ainda é preciso desvendar quais são os caminhos possíveis para uma organização se destacar em um ambiente como esse…

    Muitas metodologias “da moda” se apresentam como a solução para essa e outras questões, porém como não acreditamos em milagres e soluções completas, buscamos sabedoria em metodologias que apresentam resultados consolidados, que apresentam novas formas de pensar e que possam gerar mais benefícios quando agregadas com outras metodologias.

    A Teoria da Contingência prevê que as metodologias devem ser sempre adaptadas, pois:

    Então, para ser competitivo, busque sempre extrair o melhor de cada filosofia ou metodologia e adapte à sua realidade e contexto!

    Além de se apoiar em métodos confiáveis, também é preciso saber para qual direção devemos melhorar, pois o método auxilia no caminho, mas é preciso saber onde se deseja chegar.

    Slack (1991) considera que as prioridades competitivas de uma organização deveriam ser:

    Diante dessas prioridades competitivas, é possível perceber que diversas filosofias e metodologias voltadas para melhoria contínua nas organizações, como o Lean Manufacturing, Seis Sigma, Total Quality Management, PDCA, Eventos Kayzen, entre outros, possuem de alguma forma objetivos diretamente relacionados ao alcance de resultados mais competitivos perante seus concorrentes.

    Em função desse cenário, muitas empresas vêm buscando utilizar metodologias de melhoria contínua, para aumentar a eficiência em seus processos e preencher os requisitos básicos demandados pelos stakeholders (todos aqueles interessados) de seu negócio, produto ou serviço.

    Principalmente porque a busca pelo aumento da eficiência operacional e redução dos custos de produção, comercialização e distribuição, deixou de ser uma vantagem competitiva perante o mercado. Ao invés disso, hoje se tornaram fatores essenciais para a manutenção da lucratividade e sobrevivência de uma organização a longo prazo.

    Empresas como Toyota, Motorola, General Eletric, Votorantim, Brasmotor, Lojas Americanas S.A. e America Latina Logística, entre outras empresas, buscam a competitividade através de métodos de melhoria contínua, tendo alcançado resultados verdadeiramente surpreendentes.

    Porém o alcance de melhoria contínua de forma sustentável ainda se apresenta como um desafio para a organizações! Essa dificuldade vem estimulando o interesse por novos e melhores modelos e estratégias para o alcance da melhoria contínua.

    Drohomeretski et al. (2014), defende que:

    Dentre as estratégias de melhoria contínua, o Seis Sigma se destaca por múltiplas razões. Além de apresentar diversos casos de aplicação bem sucedidos e divulgados, sua metodologia racional e focada em projetos, suas poderosas ferramentas estatísticas e sua flexibilidade para uma ampla gama de problemas de gestão, a torna um recurso valioso para qualquer tipo de organização.

    A metodologia Seis Sigma foi desenvolvida originalmente na Motorola em 15 de Janeiro de 1987, com o objetivo de preparar a companhia para competir com a industria Japonesa, principalmente em função dos produtos de melhor qualidade e custo que estavam sendo fabricados pelos concorrentes (BREYFOGLE III; CUPELLO 7 MEADOWS, 2000).

    Após a conquista do Prêmio Nacional da Qualidade Malcolm Baldrige pela Motorola em 1988, logo após um período de forte crise vivenciada por essa organização, o Seis Sigma chamou a atenção de grandes corporações, como por exemplo, GE, Sony, Asea Brown Boveri e AlliedSignal.

    As principais organizações ao redor do mundo desejavam alcançar a mesma melhora de resultados e qualidade que a Motorola, que entre o final da década de 80 e início da década de 90 havia divulgado um ganho total de 2,2 bilhões de dólares com o programa Seis Sigma (HARRY, 1998). Segundo Harry (1998):

    Outro caso de sucesso da metodologia é o da GE, que conseguiu alcançar um patamar de ganho com a implantação da metodologia na casa dos 750 milhões de dólares no ano de 1997, tendo sido investidos 450 milhões de dólares com o treinamento de 65 mil funcionários, o que representava cerca de 30 % do seu quadro de pessoal. Jack Welch (1999), CEO da GE e responsável pela implantação e sucesso do programa, afirmou que os resultados financeiros alcançados se deram devido ao aumento do market share apresentado pela companhia e que foi causado devido aos benefícios percebidos pelos clientes em relação aos resultados do Seis Sigma.

    Que organização não quer alcançar ganhos de efetividade nos processos tão robustos quanto esses, né?

    Por se tratar e uma estratégia gerencial altamente disciplinada e quantitativa, o Seis Sigma auxilia a organização a se tornar mais competitiva por meio do alcance de suas metas estratégicas. Os “Projetos DMAIC, desenvolvidos com base nas metas estratégicas da organização e com o apoio de um método próprio e ferramentas para a soluções de problemas complexos, são o caminho para alcance dos resultados desejados e consequentemente de uma maior competitividade.

    Além disso, o Seis Sigma ainda promove o aprendizado em todos os níveis da organização, desenvolvendo as pessoas através de um programa de formação de especialistas Belts (solucionadores de problemas), que serão responsáveis pelo desenvolvimento dos projetos de melhoria, pela perpetuação da melhoria sistemática dos processos e pela geração de inovação dentro da organização, mas esses serão assuntos para um próximo momento…

    Fica então a percepção de que o Seis Sigma pode auxiliar no ganho de competitividade através do alcance de metas estratégicas e ganhos financeiros robustos, porém no nosso próximo post sobre Seis Sigma iremos demostrar como exatamente o Seis Sigma gera esses resultados para as organizações que o utilizam, então fique de olho!

    Jéssica Galdino
    Green Belt em Lean Seis Sigma e Consultora na Emboé

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